NOTÍCIAS VACINA PARA COELHO-BRAVO CONSIDERADA INVIÁVEL EM ESPANHA

 

Vacina para coelho-bravo considerada inviável em Espanha

 

 

Os testes realizados à vacina ISPANVAC para combater a Mixomatose e a Doença Hemorrágica Viral confirmaram que era eficaz e segura mas, ao não ser transmissível entre indivíduos foi considerada inviável pela Agência Española de Medicamentos y Productos Sanitarios, o levou as entidades promotoras da investigação relacionada a dá-la como terminada.

 

 

Filipa Alves (31-05-11)

 

 

A Mixomatose e a Doença Hemorrágica Viral estiveram na origem do declínio populacional acentuado das populações silvestres de coelho-bravo na Península Ibérica desde meados do século XX, continuando a constituir uma ameaça na actualidade.

 

Uma das abordagens para evitar que um surto de uma das duas epizootias volte a prejudicar os efectivos populacionais da espécie, que estão a ser alvo de acções de fomento - nomeadamente no âmbito de projectos de conservação do lince-ibérico - envolve a vacinação de animais silvestres.

 

Em Espanha, várias entidades entre as quais a Real Federación Española de Caza e a Fundación Biodiversidad, associaram-se para o desenvolvimento da vacina ISPANVAC. Em Fevereiro último foi solicitado um parecer à Agência Española de Medicamentos e Productos Sanitários (AEMPS) sobre esta vacina.

 

A entidade deu um parecer negativo, com base nos resultados dos testes à segurança e eficácia da vacina que lhes foram enviados pelo Comité de Seguimiento del Proyecto.

 

Segundo anunciado, na passada 6ªfeira, os testes revelaram não só que vacina é segura – não foram observadas reacções significativas por parte dos animais a quem foi administrada –como também eficaz -permitindo a sobrevivência dos animais a surtos de Mixomatose e de Doença Hemorrágica Viral.

 

No entanto, a ISPANVAC não se revelou transmissível entre animais em contacto nas condições experimentais, o que faz com que a administração a um pequeno número de animais no campo, não seja suficiente para imunizar uma população, como se planeava, o que levou a AEPMS a emitir um parecer negativo.

 

Por esta razão, as entidades promotores da investigação em torno desta vacina tendo como objectivo a aplicação em populações silvestres, deram os trabalhos como concluídos, embora tenham incentivado a que prossiga financiada pela indústria da reprodução do coelho-bravo em cativeiro, contexto em que já demonstrou ser eficaz.

 

Fonte: fac.es